sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Montando Redes Sem Fio

Na grande maioria das vezes a etapa mais complicada na instalação de uma rede de computadores é a passagem de cabos pelos locais onde ficam os pontos da rede. Essa tarefa pode exigir desde obras civis e instalação de pisos elevados até mesmo deixar dutos ou canaletas à mostra, prejudicando o visual do ambiente.
Para quem utiliza equipamentos móveis como, por exemplo, notebooks ou PDA’s, uma rede cabeada apresenta outro inconveniente que é restringir o movimento dos equipamentos (que por natureza são móveis), uma vez que eles se tornam fixos ao conectarem-se aos cabos de rede. Essa dificuldade em lidar com o cabeamento convencional, aliada à necessidade de mobilidade são os motivos para o sucesso e crescimento das redes sem fio.
Os produtos wireless também estão ganhando mais espaço no mercado de redes locais graças à redução dos seus preços e às facilidades oferecidas, como rapidez na instalação e mobilidade propiciada aos usuários. Isso sem contar a vantagem adicional oferecida quanto à preservação do investimento, uma vez que, no caso de mudança de endereço, não é necessário um novo investimento em cabeamento, como aconteceria em uma rede com cabeamento estruturado.
Um dos principais padrões sem fio no momento é o Wi-Fi (Wireless Fidelity), que corresponde à especificação 802.11b do IEEE e que inclui o protocolo de segurança WEP (Wired Equivalency Protocol). Esse protocolo visa proporcionar uma segurança equivalente à da rede com cabeamento. Operando na faixa de 2,4GHz, permite que computadores se comuniquem em rede com velocidades até 11Mbps, com alcance de até 100 metros. Os locais onde os equipamentos Wi-Fi estão comumente disponíveis para prover acessos à internet são conhecidos como "hotspots". São principalmente os aeroportos, shopping centers, restaurantes, hotéis, etc.
Nos equipamentos, a comunicação sem fio é feita geralmente por meio de um cartão PC Card instalado no notebook ou PDA; no caso de um micro de mesa, este utiliza uma placa com conector PC Card, além do cartão wireless. Atualmente, os principais fabricantes de equipamentos móveis já incorporam em seus modelos mais novos a tecnologia Wi-Fi.
Alguns modelos incluem também uma interface para outra tecnologia sem fio. Esse padrão geralmente é o Bluetooth. Nesse caso, a interface Wi-Fi atende as conexões com maior abrangência e que necessitam de altas velocidades na rede local, enquanto a interface Bluetooth se encarrega de substituir as conexões com equipamentos que necessitam de menor banda (até 1Mbps), em distâncias mais curtas (até 10 metros). A cobertura de uma rede Wi-Fi situa-se entre 60m e 120m, dependendo naturalmente dos obstáculos presentes (paredes, portas, áreas envidraçadas, etc).
Devemos observar que, embora a tecnologia Bluetooth opere na mesma faixa onde funcionam as redes Wi-Fi (2,4GHz), esta não compete diretamente com o padrão Wi-Fi, colocando-se sim como uma alternativa prática para complementar uma rede, estabelecendo conexões temporárias e dispensando o uso de cabos ou configurações mais complexas.
Fisicamente, uma conexão wireless pode ocorrer diretamente entre os equipamentos da rede sem fio (conhecido como modo Ad Hoc) ou, mais comumente, cada equipamento da rede sendo interligado através um ponto de acesso (conhecido como AP - Access Point). Nesse caso, a base da rede é esse ponto de acesso que funciona como concentrador da LAN, substituindo os hubs ou switches convencionais, estando conectado ao restante da rede fixa (criando uma rede mista) e à internet. O AP normalmente é projetado para aplicações internas ou externas, podendo transmitir dados e voz. Dependendo do fabricante, um único AP pode suportar até 256 usuários sem queda de performance da rede.
Dessa maneira, uma rede sem fio pode conectar dois ou mais equipamentos entre si através de uma arquitetura ponto-a-ponto (peer-to-peer), compartilhando uma conexão de internet, impressoras de rede, transferência de arquivos, etc.
Para garantir um padrão único, grandes empresas se uniram e fundaram a Wireless Ethernet Compatibility Alliance (WECA), que é responsável por certificar os produtos Wi-Fi no mercado. Em 2002, o IEEE certificou o padrão 802.11a, chamado de Wi-Fi5, com capacidade de 54Mbps e alcance de até 30 metros, caracterizando-se como uma alternativa ao Wi-Fi de 11Mbps. Entretanto os dois padrões são incompatíveis entre si, ou seja, equipamentos com o padrão Wi-Fi (802.11b) não se comunicam com os equipamentos que utilizam o padrão Wi-Fi5 (802.11a) e vice-versa. A solução é empregar o Wi-Fi de 11Mbps em locais maiores, onde a distância entre os pontos de rede é um fator importante na mobilidade e o Wi-Fi de 54Mbps fica como opção para locais menores, onde é necessário atender aplicações com maiores velocidades.
Em virtude desse problema, um novo padrão foi colocado recentemente no mercado, o IEEE 802.11g, reunindo as melhores características dos padrões anteriores e possibilitando a transmissão de dados até 50Mbps.
Finalizando, podemos observar que as soluções sem fio ainda são mais caras do que as soluções que utilizam o cabeamento convencional para redes (par trançado e fibras ópticas). Mesmo no padrão Wi-Fi mais recente, o 802.11g, a velocidade da rede está limitada aos 50Mbps. Na verdade, a velocidade efetiva de linha de uma rede wireless pode nem ultrapassar os 5Mbps, pois a banda é repartida entre as máquinas que estiverem acessando a rede. Enquanto isso, redes com cabeamento estruturado já chegam à marca do 1Gbps.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Rede de computadores

História

Antes do advento de computadores dotados com algum tipo de sistema de telecomunicação, a comunicação entre máquinas calculadoras e computadores antigos era realizada por usuários humanos através do carregamento de instruções entre eles.
Em setembro de 1940, George Stibitz usou uma máquina de teletipo para enviar instruções para um conjunto de problemas a partir de seu Model K na Faculdade de Dartmouth em Nova Hampshire para a sua calculadora em Nova Iorque e recebeu os resultados de volta pelo mesmo meio. Conectar sistemas de saída como teletipos a computadores era um interesse na Advanced Research Projects Agency (ARPA) quando, em 1962, J. C. R. Licklider foi contratado e desenvolveu um grupo de trabalho o qual ele chamou de a "Rede Intergaláctica", um precursor da ARPANET.
Em 1964, pesquisadores de Dartmouth desenvolveram o Sistema de Compartilhamento de Tempo de Dartmouth para usuários distribuídos de grandes sistemas de computadores. No mesmo ano, no MIT, um grupo de pesquisa apoiado pela General Electric e Bell Labs usou um computador (DEC’s PDP-8) para rotear e gerenciar conexões telefônicas.
Durante a década de 1960, Leonard Kleinrock, Paul Baran e Donald Davies, de maneira independente, conceituaram e desenvolveram sistemas de redes os quais usavam datagramas ou pacotes, que podiam ser usados em uma rede de comutação de pacotes entre sistemas de computadores.
Em 1969, a Universidade da Califórnia em Los Angeles, SRI (em Stanford), a Universidade da Califórnia em Santa Bárbara e a Universidade de Utah foram conectadas com o início da rede ARPANET usando circuitos de 50 kbits/s.
Redes de computadores e as tecnologias necessárias para conexão e comunicação através e entre elas continuam a comandar as indústrias de hardware de computador, software e periféricos. Essa expansão é espelhada pelo crescimento nos números e tipos de usuários de redes, desde o pesquisador até o usuário doméstico.
Atualmente, redes de computadores são o núcleo da comunicação moderna. O escopo da comunicação cresceu significativamente na década de 1990 e essa explosão nas comunicações não teria sido possível sem o avanço progressivo das redes de computadores.